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Outro intenso debate neste momento no setor de saúde é a necessidade de um projeto de lei que regulamente as diretivas antecipadas de vontade dos pacientes. Na semana passada durante a Hospitalar 2017, a Fehoesp entregou ao Ministro da Saúde, Ricardo Barros, uma carta que pede apoio do ministério para a elaboração e discussão de um projeto de lei. O objetivo é garantir o direito inalienável ao paciente de definir o conjunto de desejos, prévia e expressamente manifestados sobre cuidados e tratamentos que quer ou não receber .
Apesar de existir, a Resolução 1995/2012 do Conselho Federal de Medicina (CFM) que reconhece o testamento vital (documento onde o paciente registra em cartório sua vontade) é pouco conhecida e não protege judicialmente hospitais e equipes médicas, caso parentes discordem da situação.
Mais que uma proteção judicial, o presidente da Fehoesp, Yussif Ali Mere Jr., acredita que é necessário colocar em debate a questão na sociedade. “A morte ainda é vista como tabu. É necessário falar da finitude da vida. O que é dignidade da morte? Será que é necessário tratamentos evasivos que não vão levar a nada?”, discorre.