Médicos denunciam falta de insumos
06/07/2017 - 20:24
Auto: /

Sem insumos básicos para atender pacientes, profissionais de saúde que atuam no Pronto Socorro de Várzea Grande registraram boletim de ocorrência (BO) relatando o problema. Até mesmo cirurgias estariam sendo canceladas por falta de materiais entre eles agulha e gaze. O caso agora passa a ser investigado pelo Ministério Público. No último dia 28 o promotor Carlos Rubens de Freitas Oliveira Filho instaurou um inquérito civil para apurar o caso.

De acordo com o Ministério Público, o objetivo é apurar a falta de insumos para a realização de atendimentos de emergência e urgências clínicas traumáticas do Hospital e Pronto Socorro Municipal de Várzea Grande. “Segundo a ocorrência policial registrada pela equipe de plantão médica do citado estabelecimento de saúde falta insumos básicos como gaze estéril, agentes anestésicos, compressas, agulhas para raquianestesia peri-dural, o que força o cancelamento de cirurgias”, confirma trecho de portaria.

Na portaria o promotor lembra que a saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas. “De outro lado, destacamos que a forma como o serviço vem sendo prestado viola o princípio da eficiência, previsto na Constituição Federal, indicando a necessidade de intervenção do Ministério Público”, confirmou.

O Ministério Público determinou ainda que seja designada data para a oitiva dos médicos noticiantes do fato que deu origem ao Boletim de Ocorrência. Além de designação de data para a oitiva do diretor clínico do Hospital e Pronto Socorro Municipal de Várzea Grande. O promotor lembra ainda que em relação às condições estruturais já existe ação civil pública proposta pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso.

Em nota a Secretaria de Comunicação Social de Várzea Grande afirmou que a direção do Hospital e Pronto Socorro Municipal de Várzea Grande nega que exista falta dos materiais apontados na denúncia, sendo assim não existe suspensão da realização das cirurgias.

Pontuou ainda que o que atualmente vem ocorrendo na unidade seria alguns contratempos, devido, à reforma que está sendo executada por etapas, justamente para que não ocorra a suspensão do atendimento e prejudique a população de Várzea Grande. A meta é concluir a reforma de 100% da unidade de saúde até o final deste ano.

“A Prefeitura Municipal de Várzea Grande busca os meios legais e financeiros para atender as demandas da sociedade e espera que a partir das apurações do inquérito civil seja esclarecida a leviandade das denúncias”, confirma.

Em fevereiro médicos já haviam registrado boletim sobre a falta de materiais na unidade de saúde. Na ocasião os profissionais relataram que faltava até gaze. Entre os problemas elencados estavam a falta de medicamento e também equipamentos que estragam constantemente, atrapalhando a prestação adequada do serviço. À época a Secretaria de Saúde também afirmou que não existia falta de insumos.

 

 

FONTE: DIÁRIO DE CUIABÁ
EDIÇÃO: ley Magalhaes