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A taxa de mortalidade infantil tem diminuído nos últimos tempos no país devido, principalmente, à melhoria das condições de saneamento básico e cobertura vacinal, o que proporcionou uma concentração maior de mortes no período neonatal, ou seja, entre zero a 28 dias de vida. Em Mato Grosso, a taxa de mortalidade neonatal é de 12,4%, índice considerado alto se comparado ao nacional que é de 9,11%.
De acordo com dados do Ministério da Saúde, a mortalidade neonatal é responsável por 70% das mortes até cinco anos de idade. Contudo, o Brasil foi um dos primeiros países a atingir a meta dos quatros objetivos de desenvolvimento do milênio (ODM), de redução da mortalidade infantil em dois terços, até 2015. De 1999 até 2014, a mortalidade de crianças com menos de cinco anos foi reduzida em 77%.
O período neonatal está vinculado aos cuidados com a gestação, o nascimento e o acompanhamento pós-parto do recém-nascido. Essa fase implica em avançar na atenção primária com foco na melhoria da assistência à gestante e à criança.
Para isso, Mato Grosso é um dos dez estados contemplados com a “Estratégia QualiNeo”, do Ministério da Saúde (MS) em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde (SES). A oficina capacita os profissionais das maternidades Hospital Santa Helena, Hospital Universitário Júlio Muller (HUJM), Geral Universitário (HGU) além de técnicos da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) da capital.
O “QualiNeo” oferta apoio técnico de forma sistemática, durante dois anos, e utilizará a plataforma FormSUS, para a coleta diária de dados sobre os nascidos nos hospitais participantes da estratégia.
Técnico da Área de Saúde da Criança da Ses/MT, Ademar Macaúbas, explica que o Santa Helena foi escolhido por ser referência no Método Canguru e pioneiro na implantação na iniciativa Hospital Amigo da Criança (IHAC). Já o HGU e Júlio Muller por serem instituições de ensino superior. “Todos atuarão como multiplicadores do conhecimento para as demais maternidades existentes no Estado visando capilarizar a estratégia”, informou.
Durante a oficina os participantes trabalharão com casos clínicos reais de mortalidade neonatal, discutindo as possíveis causas e formas de preveni-las, o que possibilitará à Câmara Técnica de Mortalidade Neonatal da Ses a obtenção de dados mais fidedignos", segundo a técnica da Área Saúde da Criança da Ses, Janaína Vasconcellos.
De acordo com dados do Painel de Monitoramento de Mortalidade Infantil e Fetal/ Sistema de Informações sobre Mortalidade do Ministério da Saúde, em 2016, o Estado registrou 730 óbitos infantis e fetais. (JD)