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Uma equipe de pesquisadores chineses deu o primeiro passo importante para a obtenção de uma terapia contra o vÃrus da zika. Eles conseguiram inativar o vÃrus em fetos e em fêmeas prenhas de camundongos.
O artigo, publicado nesta terça (25) na revista "Nature Communications", tem como autores Yufeng Yu e Shibo Jiang, e a pesquisa foi coordenada por Lu Lu, ambos da Universidade Fudan, de Xangai.
O novo estudo usou um peptÃdeo para atacar o vÃrus –peptÃdeos são moléculas orgânicas formadas pela ligação de dois ou mais aminoácidos, os "tijolos" dos quais são feitas as proteÃnas.
Hoje, não há vacinas especÃficas ou medicamentos antivirais disponÃveis para prevenir ou tratar a infecção pela zika. Os pesquisadores relatam que o uso de um peptÃdeo sintético derivado da região do caule da proteÃna do envelope que cobre o zika, designado Z2, inibe a infecção e outros flavivÃrus in vitro.
A nova arma, Z2, interage com a proteÃna na superfÃcie do vÃrus e afeta a integridade da membrana. O peptÃdeo sintético pode passar pela barreira da placenta e penetrar os tecidos do feto, como demonstrado em roedores. Uma vez no organismo dos animais, o Z2 protegeu contra a infecção pelo vÃrus.
Com isso, o Z2 tem potencial para ser desenvolvido como tratamento antiviral contra a infecção pela zika em populações de alto risco, particularmente mulheres grávidas.
Já existem alguns compostos feitos com pequenas moléculas que podem ser usados para inibir a infecção, mas sua segurança para mulheres grávidas ainda é desconhecida, e algumas têm pouca eficácia.
Há também um anticorpo (o ZIKV-117) que pode neutralizar algumas cepas do vÃrus, mas o alto custo pode limitar sua aplicação em paÃses em desenvolvimento, como o Brasil, segundo os chineses.
Os cientistas dizem que o mecanismo pelo qual o peptÃdeo derivado do vÃrus pode inibir a infeção ainda não está claro, mas afirmam que ele tem "excelente perfis de segurança e farmacológicos".