Filantrpicos ameaam suspender atendimentos novamente
03/10/2017 - 20:09
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Quatro hospitais filantrópicos ameaçam suspender a partir de amanhã (04) atendimentos de novos pacientes nas áreas de urgência e emergência caso o governo do Estado não faça o repasse de parcelas da ordem de R$ 2,5 milhões, conforme acordo firmado em agosto.

À época, as Santas Casa de Cuiabá e Rondonópolis, Santa Helena e Geral (HGU) chegaram a anunciar que fechariam as portas devido as dificuldades financeiras. Para evitar o fechamento, o Governo do Estado prorrogou por mais três meses a ajuda de custeio no valor de R$ 2,5 milhões às instituições. O Executivo se propôs ainda a ajudar as unidades a quitar o déficit superior a R$ 12 milhões.

Além disso, o governo e os hospitais iriam trabalhar em um plano conjunto para a realização de cinco tipos de cirurgias eletivas para zerar a fila de espera que chega a 9 mil pessoas. “Até hoje, o Governo do Estado não fez nenhum repasse”, afirmou a presidente da Federação das Santas Casas e dos Hospitais Filantrópicos do Estado de Mato Grosso (Fehos/MT), Elizabeth Meurer. “Quanto às cirurgias, fomos lá, conversamos, mas nada”, acrescentou.

Os filantrópicos são responsáveis por 80% do atendimento de pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). Em média, são responsáveis por cerca de 3.500 atendimentos por mês. Contudo, por conta da defasagem da tabela do SUS, as unidades enfrentam dificuldades financeiras para a compra de remédio, insumos e até comida. “A situação está impossível”, afiançou.

Conforme Meurer, caso o governo não faça o repasse serão suspensos novos atendimentos das áreas de unidade de tratamento intensivo (UTIs) da Santa Casa e Santa Helena, cirurgia cardiológica no HGU, radioterapia na Santa Casa, entre outros. Ela informou que ainda não havia uma decisão sobre possível suspensão dos casos eletivos.

O acordo previa pagamento em atraso em sete dias de uma das parcelas. Em seguida, o Governo baixou a Portaria 150 determinando que, na verdade, o pagamento seria feito em setembro, outubro e novembro. Acontece que o mês de setembro terminou e o repasse não foi feito.

Apesar disso, o Governo sempre afirmou que não deve nada para os hospitais filantrópicos credenciados ao SUS. Em agosto passado, o secretário de Saúde de Mato Grosso (SES/MT), Luiz Soares, chegou a dar uma entrevista afirmando que a direção das unidades "chantageiam" e até tentam "extorquir" o Estado usando o "sofrimento da população". Segundo o Estado, repasses foram feitos por meio da Portaria 19 (SES/2016) e tinham validade de três meses e foram prorrogados por igual período, compreendendo seis meses de ajuda.

A SES informou que está sendo feito um levantamento das pendências para programar e definir ainda nesta semana o pagamento. Segundo o órgão, o acordo ou pagamento das parcelas foi uma decisão de Governo, mas que está na lista de prioridade do Estado.

FONTE DIÁRIO DE CUIABÁ

FONTE: Dirio de Cuiab
EDIÇÃO: Ley Magalhes