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O Hospital Regional de Sinop (503 quilômetros de Cuiabá) deixou de receber novos pacientes desde ontem devido a falta de repasses de recursos por parte do governo estadual. Os atendimentos teriam sido suspensos por falta de materiais e medicamento, além dos equipamentos estarem sucateados e a unidade sofrer com superlotação. Até mesmo as Unidades de Terapia Intensiva (UTI’s) estariam funcionando de forma parcial.
A Fundação Comunitária de Sinop, que faz a gestão do hospital de Sinop, alega que o Estado estaria devendo R$ 13 milhões. A alegação é de que a superlotação da unidade hospitalar faz com que novas internações coloquem em risco o atendimento dos pacientes já assistidos por essa unidade. Com a suspensão das internações os pacientes de urgência e emergência da UPA não poderão ser encaminhados para o Regional.
Em nota, a prefeitura do municÃpio de Sinop alertou para o risco de superlotação na única Unidade de Pronto Atendimento (UPA) 24 horas da cidade.
Em nota divulgada ontem, a Secretaria de Estado de Saúde (SES) informou que os pagamentos ao Hospital Regional de Sinop estão sendo feitos de maneira regular, com exceção dos processos que ainda não foram enviados à secretaria e dos que estão sujeitos à auditoria. “O que está sendo cobrado são valores pendentes de 2016 relativos a diferenças pleiteadas pela fundação sobre os valores que foram repassados e que estão passÃveis de prestação de contas e de auditoria”, diz trecho da nota.
Segundo a Secretaria de Saúde, de janeiro a dezembro de 2016 o valor transferido para a Fundação Comunitária de Sinop, que administra o Hospital Regional de Sinop, foi de R$ 44 milhões. Em 2017, de janeiro a abril já foram transferidos R$ 13 milhões. No “mês de abril deste ano ainda estão pendentes R$ 1.459.391,15 e na medida em que os processos chegarem à Secretaria de Saúde serão auditados para que os pagamentos sejam feitos. Em 2016 ainda resta pagar o valor de R$ 666.666,67 que está sendo programado para ser quitado”, confirma a secretaria.
A secretaria disse ainda que a fundação cobra, valores de R$ 13 milhões pendentes referentes a diferenças pleiteadas no perÃodo de fevereiro a agosto de 2016. A documentação enviada à SES, necessária para a prestação de contas, está sendo analisada e auditada. “Como a prestação de contas está incompleta, o próprio diretor da fundação, Wellington Randal Arantes, pediu que o prazo fosse prorrogado por mais 90 dias. Portanto, não se justifica a decisão da fundação de suspender as internações e de atender somente casos de urgência e emergência e também a alegação de que faltam recursos para comprar medicamentos e outros insumos necessários”, afirmou a Secretaria de Saúde.